Blog Simplic

10 maio 2017

O que é crédito rotativo, afinal?

Os cartões de crédito definitivamente caíram no gosto do brasileiro. Em 2015, já eram 52 milhões de pessoas pagando suas contas dessa forma no país, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Não é à toa que a discussão sobre taxas do rotativo dos cartões tenha feito tanto barulho no último mês. Desde o início de abril, as buscas no Google com o termo “rotativo do cartão de crédito” cresceram quase 500%!

Esse aumento repentino na procura se deve a uma recente alteração imposta pelo Banco Central. Agora, a forma como bancos e operadores de cartão de crédito devem lidar com as taxas do crédito rotativo mudou. Parece difícil? Pois não é! Deixa que o Simplic explica o que tudo isso quer dizer.

O que é o rotativo do cartão de crédito?

Imagine o rotativo como uma espécie de empréstimo emergencial. Pense na seguinte situação: em um determinado mês com muitas despesas, você não consegue pagar a fatura toda do cartão de crédito no vencimento. Então você decide quitar apenas o valor mínimo – que é a partir de 15% da conta. A diferença entre o valor pago e o valor total da fatura é automaticamente lançado para o mês seguinte com juros. E aí ele poderá ser pago à vista ou em parcelas.

É como um ato de boa-fé do operador de seu cartão. Ele entende que você não pode pagar tudo agora, mas que pretende pagar suas dívidas assim que possível. Nesse meio tempo, enquanto você tenta se restabelecer financeiramente pagando a taxa mínima, seu nome não fica sujo. Menos complicação para você.

Lógico que o banco e as operadoras de cartão de crédito não podem confiar que todos os seus clientes vão pagar o rotativo no prazo. Por isso, para saber se o cliente pode usar ou não esse serviço, é feita uma análise de crédito prévia e um limite compatível com a renda de cada cliente é pré-aprovado. Dessa forma, ambos os lados ganham.

Mas havia uma pedra no meio do caminho do rotativo: os juros. Ao não pagar a fatura total do cartão de crédito, os clientes eram submetidos à maior taxa do mercado – eram 486,8% ao ano em janeiro. Além disso, a dívida era cumulativa: os juros incidiam em cima de juros todo mês, custando caro e exigindo grande planejamento financeiro do cliente.

Como as novas regras das taxas do rotativo mudam minha vida?

No dia 3 de abril, o Banco Central anunciou algumas novas regras para o crédito rotativo, com o objetivo de ajudar ainda mais o consumidor. Agora, cada cliente pode ficar apenas 30 dias no crédito rotativo, acabando com o efeito bola de neve dos juros. Depois desse período, quem não conseguir pagar a dívida referente à fatura do cartão deve ser encaminhado para opções com condições mais favoráveis ou parcelar a dívida. Assim, cada cliente poderá pagar a dívida com prazos e juros menores.

Isso tudo também é muito bom para o mercado, uma vez que deve diminuir muito o número de pessoas endividadas. A taxa de inadimplência no setor do rotativo estava em 36,1% em janeiro. Mais de um terço dos solicitantes estava no vermelho, o que deve diminuir com a nova regra.

O ideal continua sendo pagar a fatura em dia ou procurar outras opções de crédito pessoal do que o rotativo. Pelo menos agora há menos chances de criar um endividamento ainda maior. Evite o rotativo!

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